Silencioso, sem sintomas, o câncer colorretal faz milhares de vítimas no país. Mas os números poderiam ser bem diferentes, caso a prevenção fosse uma rotina voltada para esta doença, que atinge a homens e mulheres. Ainda que assintomático, como outros tipos de câncer, o de colorretal é, sim, tratável e, na maioria das vezes, curável, principalmente quando diagnosticado precocemente. É o que enfatiza em entrevista o coloproctologista Paulo César Lamounier.
Hoje, a população está ficando mais consciente dos riscos, porém a incidência do câncer colorretal é alta. A colonoscopia, um dos principais exames de rastreamento da doença, vem sendo procurada com mais frequência, além de que médicos de outras especialidades estão encaminhando seus pacientes para os coloproctologistas.
Quando operado precocemente, acompanhado, se necessário, da quimioterapia, que contribui para diminuir a volta da doença, a possibilidade de cura é enorme. A prevenção, então, é a melhor conduta.
Um dos alertas pode ser a mudança do hábito intestinal, mas não uma alteração que se mantenha por uma semana ou 10 dias. Ou seja, se o intestino da pessoa funciona normal e regularmente e, de uma hora para outra, fica solto, é preciso consultar o médico. Também merecem atenção o surgimento de sangue e catarro misturados nas fezes, cólicas na barriga, perda de peso sem motivo aparente, anemia (sobretudo em pacientes mais velhos) e, principalmente, o histórico de câncer na família (câncer de intestino, reto, útero, mama, pâncreas, rins, ovário e estômago).
A literatura informa que todas as pessoas na faixa etária, entre 40 e 50 anos, sem história familiar, deve fazer a consulta de prevenção. A partir dos 50 anos, orientamos a colonoscopia preventiva.
Publicado em 29/09/2014
Fonte: Saúde Plena
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